História

Nosso núcleo Espírita surgiu da necessidade de aglutinar confrades que se dispersavam… O chamanento originou-se de uma comunicação do nosso querido benfeitor Espiritual “João Vicente”, em que dizia ele, que era chegada a hora de se formar em nossa cidade, mais uma Entidade Espírita que viria, como veio, conclamar a muitos para surto do progresso espiritual que o Espiritismo vem empreendendo em todos os setores humanos.

Embora a mocidade Espírita Galeano Ferreira mantivesse suas atividades normais, reunindo-se, ora na casa de um, ora na casa de outro, e por fim em um local “definitivo”, via-se uma certa ansiedade em muitos, que desejavam que a chama ardente do seu ideal voltasse a ser aquecida pelo fogo da Fé e do idealismo convicto.

Convocados por aquele mentor espiritual, numa 2ª feira (14 de Novembro de 1988), reuniram-se cerca de 47 pessoas em uma residência amiga, e pela voz daquele guia espiritual, nos foi dito que era chegada a hora… era o instante… não podia ser adiado… o chamamento do Plano Espiritual se fazia presente, para que uma nova etapa de trabalhos na Seara do Mestre se iniciasse.

Contagiados pela imantação do mentor, ficou decidido, que instalaríamos o novo núcleo em Friburgo conforme a orientação. Mas, … onde nos reunirmos, perguntamos. Respondeu então o nosso mentor João Vicente: – Onde os moços estão. Naquele espaço pequenino, porém, próprio aos nossos propósitos presentes. Continuou o nosso mentor: – Mobilizem-se, “Vicente” está vendo um centro grande, muito grande e para muito breve.

De pronto foram convocados os confrades em comissões diversas: Estatuto, nome da nova Entidade, formação da Diretoria, a ser oferecida à apreciação da Assembléia de fundação, e etc. E, vindo não se sabe de onde, começaram a surgir cadeiras; o local era muito pequeno e não comportava uma mesa: improvisamos uma tábua sobre cavaletes, para as reuniões mediúnicas, etc.

Já na 1ª sexta-feira de Dezembro de 1988 foi realizada a 1ª reunião sob a presidência do confrade e grande entusiasta Joel Pinto de Faria e mais de 50 pessoas se comprimiam para participar do evento. As comissões organizadoras cumpriram o seu papel: de uma lista de 10 nomes para a Instituição, num plebiscito de 43 confrades, 25 optaram por ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA FRATERNAL.

As reuniões doutrinárias às 6ª feiras continuaram na expectativa da organização geral. A federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, solicitada, deu o seu total apoio, instruindo-nos de como fundar uma Entidade Espírita, fornecendo-nos todo o material indispensável, incluindo uma forma de Estatuto, e etc.

Finalmente, no dia 13 de Janeiro de 1989, numa memorável Assembléia Geral, foi fundada nossa casa, com a presença de 42 confrades que naquele momento, tornaram-se sócios fundadores, tendo sido aprovados os Estatutos, e numa comissão constituída de 13 confrades se reuniram em uma residência amiga, para estudar e oferecer à Assembléia, a constituição da 1ª Diretoria.

Ali, naquela pequenina casa no morro do Cordoeira, à Rua General Argolo – 33, permanecemos até Março de 1990. A afluência de público era enorme. Tínhamos que fazer três horários aos Sábados para a escola de evangelho, até que uma circunstância imprevista, impossibilitou-nos de continuar, ali nos reunindo. E, por verdadeira inspiração do Alto, tomamos conhecimento de um local desocupado à Rua Leuenroth. De pronto, procuramos seu proprietário, o Sr. Ismar Barroso Azevedo, explicando-lhe nossa situação ante o imprevisto. Este sensível e admirável Sr. também de pronto nos cedeu o local, e na 6ª feira da mesma semana, já iniciávamos nossas reuniões, e onde é necessário esclarecer que as instalações que ocupamos nos foi cedida gratuitamente, sendo um ótimo local.

Corriam os anos de 1991, 1992 e uma natural ansiedade era conseguirmos a sede própria. Deveria por força das circunstâncias, isto é, pelo progresso natural que a Associação alcançava ser ela no centro da cidade. Um terreno de excepcional localização era o alvo acalentado pelo nosso irmão presidente: o Campo de Malha Paissandú com uma área que atenderia a todos os objetivos sonhados pelos participantes da Associação. A pequeno número de pessoas este acalentado sonho foi dito com reservada expectativa. Ao lado estava a Escola Estadual Dr. Galdino do Valle Filho indo buscar sua esposa que ali lecionava eram feitas preces e vibrações: “Aqui construiremos com a graça de Deus a sede de nossa Associação”.

Em fins do ano de 1995 pelo então vereador Bruno Calderaro conseguimos uma audiência com o prefeito municipal a ele expondo as nossas sublimes aspirações, e dele recebemos a palavra que estudaria o assunto. Buscando a lei, orientados por advogados e funcionários da prefeitura deste setor, procuramos os sócios proprietários vivos do Clube de Malha Paissandú, proprietário do terreno situado à rua Trajano de Almeida 124, nesta cidade. Recebemos deles total acolhida as nossas pretensões. Por um edital publicado em jornal da cidade para uma assembléia geral dos sócios proprietários efetivamos a dita cuja com ata devidamente assinada pelos sócios confirmando que para a Associação não colocariam quaisquer objeções nem exigências financeiras. Dando conhecimento destes pormenores ao Exmo. Sr. Dr. Heródoto Bento de Mello prefeito municipal de Friburgo (na época), tivemos a sua deliberação definitiva no dia 06 de Março de 1996 assinada como: “termo de permissão de uso de imóvel do patrimônio municipal, que entre si celebram o município de Nova Friburgo e Associação Espírita Fraternal para a construção de sua sede local”, tendo uma cláusula que concedia o uso pelo prazo de 40 anos renováveis por igual período, e com prazo de 240 dias para início das obras de construção, cujo terminaria em 06 de Novembro do ano corrente.

Iniciamos a mobilização para este empreendimento, com reuniões para estabelecermos pormenores que nos dariam condições de executarmos os planos de expansão, que por os departamentos da Associação exigiriam-nos seguimentos para uma crescente divulgação doutrinária, de Assistência Social e Espiritual. Foi nesta época que a bondade de Deus inspirando a todos tivemos a participação excepcional do confrade Dr. Marcelo Martins, engenheiro de alta capacidade técnica para supervisionar todo o evento da construção fazendo a planta, orientando-nos na inscrição da obra junto do CREA e matrícula da obra no INSS, bem como na Aprovação junto a Prefeitura.

Devemos mencionar que na tarde do dia 31 de Março de 1996 como relembrar a data do desencarne de Allan Kardec fizemos no local o lançamento simbólico da pedra fundamental da nossa sede, com a presença dos demais centros espíritas locais, e em prece e uma locução do confrade Bruno e apresentação do nosso Coral lançamos as balizas do nosso empreendimento “Fraternal”.

Os dias corriam céleres a apreensão tomava conta de todos, e no dia 25 de Outubro de 1996 o presidente da Associação junto com pedreiro e serventes dava a enxadada inicial para a escovação da primeira das 24 sapatas que, sobre as quais se ergueria a sede social. Uma justificada alegria era traduzida por todos: iniciamos a nossa obra, partindo daí para estabelecermos normas e princípios para alcançarmos recursos, para os compromissos que iríamos assumir.

Em Novembro iniciamos os trabalhos do Bazar Fraternal em local concedido pela bondade do seu proprietário Sr. Ismar Barroso de Azevedo mobilizando as senhoras para este trabalho de tão expressivo valor. Pela esposa do presidente foi estudada a confecção de carnês com contribuições mensais voluntárias para diversas freqüentadoras de nossos trabalhos, estabelecendo a Barraca do Cafezinho após as reuniões doutrinárias. Todas as iniciativas decorreram superando as expectativas, destacando o valor da mulher espírita pelas componentes do Grupo Espírita Ponte Silenciosa com o valioso donativo inicial de 3 mil reais. Os jovens e os menos jovens da Mocidade Espírita promoveram um “Angu à Baiana” ofertando aos presentes uma tarde julina de profundas alegrias a todos contagiando para o êxito da obra pretendida.

Mas nem tudo foi flores, pois em Dezembro de 1996 Friburgo era assolada por uma enchente que fez paralisar a obra por 30 dias. Não desanimamos, sempre alentados pelos espíritos e em particular do nosso Orientador: “Estruturem-se na Doutrina, o resto virá”.

Em Outubro de 1997 o proprietário do galpão onde nos reuníamos solicitou-nos a devolução do mesmo dando-nos o prazo até 07 de Dezembro.

Em Setembro já tínhamos feito a laje do teto do primeiro andar lançando num esforço total para construirmos as paredes laterais, os banheiros, duas salas para o trabalho de assistência social, colocação de basculantes, vidros, portas, construindo as instalações hidráulicas, sanitárias, esgotos e elétricas, com denotados esforços de companheiros que tudo deram de si no aterro para a construção da laje do piso com horas noturnas que alcançavam a madrugada, e com suspensão de 2 semanas apenas de nossos trabalhos comuns iniciamos sob as bênçãos de Deus as reuniões doutrinárias, mediúnicas e assistenciais na primeira semana de Janeiro de 1998: uma euforia, estávamos na nossa Casa. Corações extravasavam suas alegrias. As obras continuavam mesmo com algumas goteiras provenientes das chuvas, pois nada arrefeciam a nosso ânimo.

Em Outubro de 1998 foi colocada a cobertura com instalações em ferro “I” de grande segurança, compradas as cadeiras e com a capacidade indiscutível do confrade irmão Roberto Helbling foram feitas as instalações elétricas e de som, bem como a tribuna com a mesa da “palavra”, etc…

A seguir a colocação do piso no salão e na escada. Em Janeiro de 1999 passamos a ocupar o 2º andar para que as obras de acabamento do piso tivessem seu término.

Mas devemos assinalar a noite da Escola de Evangelho ofertada a todos no dia 19 de Dezembro de 1998 como entre alas as realizações que daí por diante teriam curso culminando com a inauguração oficial de nossa sede num Domingo de 30 de Maio, com a presença de uma caravana do Centro Espírita Bezerra de Menezes do Rio de Janeiro e de representantes dos núcleos espíritas de Friburgo e de cidades vizinhas coroando de pleno êxito e esforço inaudito de tão grandes e valorosos companheiros do ideal espírita.

Por fim ressaltamos que a nossa construção foi feita respeitando todas as obrigações das leis trabalhistas e deveres para com os empregados estando com a nossa consciência tranqüila que procuramos cumprir com o nosso dever.

Os nossos agradecimentos à Providência Divina, aos nossos queridos e benfeitores espirituais que tanto nos alentaram, renovando as nossas energias, não deixando que ante à luta, o desânimo nos fizesse quebrantar as nossas energias. Aos amigos que tanto nos ajudaram: com valiosos donativos, mesmo sem serem participantes da doutrina, aos companheiros do ideal espírita, aos advogados doutores Marcelo Munche, Antônio Ventura e Daniele Lugon e muito expressivamente ao Dr. Marcelo Martins, destacando a extraordinária participação de dona Edmé e seu esposo, dos irmãos Marcondes, Dayse e familiares realizando inúmeros almoços na Pousada Fribourg e no Hotel Baviera, numa tarde de expressiva fraternidade. A todos o penhor de nossa profunda gratidão.

Até hoje todos os aniversários de nossa casa foram comemorados. Estamos cada vez mais alegres e felizes pelo intenso trabalho e colheita abundante de muitas dádivas do “Alto”. Aos bondosos amigos e benfeitores espirituais, aqui exaltamos toda a nossa gratidão e respeito.

Que Deus nos abençoe e nos guarde.